A noite passada acordei com o teu beijo, descias o Douro e eu fui esperar-te ao Tejo; vinhas numa barca que não vi passar, corri pela margem até à beira do mar; até que te vi num castelo de areia, cantavas "sou gaivota e fui sereia"; ri-me de ti "então porque não voas?" e então tu olhaste
depois sorriste; abriste a janela e voaste
06 maio 2012
tabela de chegada
É bom que nos façam acreditar. Que nos façam sentir que nada é em vão, nem mesmo o mais simples gesto. No entanto, não é nada bom sentir que estamos presos a uma corda que nos puxa para os dois lados. Corremos o risco de rasgar, ou de cair.
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