23 junho 2012

O mundo está doido

Uma semana, três divórcios. Pergunto-me como é isto possível. Discussões, silêncios, zangas, desilusões... O que é isto? No que é que nos estamos a tornar? Seres fúteis, falsos! Seres que só se preocupam consigo mesmos. Se para sermos felizes temos de pensar em nós primeiros, então eu devo ser uma visionária ou viver num mundo à parte. Somos, socialmente, uma colectividade pacífica de revoltados, já dizia o Miguel Torga. Todos estamos mal, mas ninguém fala. Ninguém dá a voz! Esse é que é o grave problema, ninguém tem tomates para dizer o que pensa. Somos a sociedade dos que se revoltam porque sim, para irmos com os outros, mesmo que tenhamos uma opinião completamente diferente. Perdeu-se a individualidade e a voz. Principalmente a voz. Já ninguém se faz ouvir. É preferível mandar o outro à merda em vez de o fazermos perceber o nosso ponto de vista.
E vivo rodeada por telemóveis que não tocam e bicicletas que não podem sair de casa. O que é isto? Que mundo é este? Um mundo doido, só pode. É isso, o mundo está doido.

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