O facto de eu olhar para as luzes verdes, é a maneira que eu arranjo de te dizer - Não quero sair.
É o escape que o medo usa para se fazer ouvir. É o medo que fala - Tenho medo de não voltar.
A noite passada acordei com o teu beijo, descias o Douro e eu fui esperar-te ao Tejo; vinhas numa barca que não vi passar, corri pela margem até à beira do mar; até que te vi num castelo de areia, cantavas "sou gaivota e fui sereia"; ri-me de ti "então porque não voas?" e então tu olhaste depois sorriste; abriste a janela e voaste
Sem comentários:
Enviar um comentário